Saiba mais sobre o raio-x do pé e quando esse exame é solicitado!

Por vezes deixada de lado, a saúde dos pés envolve uma região que afeta todo o resto do corpo. Ao sustentar o peso e auxiliar nosso deslocamento, os pés foram projetados pelo processo evolutivo para serem multicompetentes e flexíveis, distribuindo a pressão de maneira equilibrada ao longo de sua estrutura.

No entanto, essa estrutura complexa pode sofrer com deformidades e contusões que devem ser tratadas para garantir a continuidade de seu funcionamento. Por exemplo, em caso de fraturas, uma ferramenta muito utilizada para o diagnóstico é a radiografia. Vamos conhecer mais sobre o raio-x do pé e cuidados com essa parte do corpo a seguir.

O raio-x do pé

A estrutura óssea do pé é complexa e apresenta um conjunto de 26 ossos com tamanhos variados — alguns deles são muito pequenos. Por esse motivo, a radiografia ou raio-x é um exame tido como indispensável para a avaliação diagnóstica de um caso clínico, além de ser um procedimento acessível para a maioria dos hospitais.

Nele, o médico radiologista vai buscar alterações na região do pé, antepé e dedos. A dor persistente é uma das queixas mais frequentes que levam à realização desse exame, que pode ser feito em apenas um pé ou em ambos.

Como funciona o raio-x?

Utilizado como ferramenta de diagnóstico para vários tipos de patologia e em distintas partes do corpo, essa tecnologia surgiu em 1895 em um laboratório de física na Alemanha. Seu funcionamento consiste na emissão de radiação ionizante em doses baixas, que atravessa os tecidos do corpo e se choca com uma película sensível à radiação que está sob o paciente.

A radiação emitida interage com os tecidos de diferentes densidades, como músculos, vasos sanguíneos, ossos e órgãos e forma uma imagem da área exposta à radiação em uma película de acetato com partículas de prata, as quais reagem com as ondas emitidas pela máquina para formar uma “fotografia” da área examinada. Os casos em que o médico pode solicitar um raio-x ou radiografia dependem de alguns fatores, que veremos a diante.

Quando esse exame é solicitado?

Diante de sinais como dor no pé, inchaço, suspeita de fratura por lesão ou esmagamento e até deformidades nos dedos, o médico pode utilizar a radiografia para avaliar alterações, além de solicitar o exame para acompanhar a progressão de um tratamento. Em seguida, podem ser pedidos diferentes tipos desse procedimento médico, que são chamados de “incidências”.

Quais são os tipos de raio-x para os pés?

A incidência significa uma imagem de determinado ângulo que cumpre certos pré-requisitos e auxilia no diagnóstico da doença. As mais comuns são as incidências antero-posterior (AP) e o “perfil”, que podem ser pedidas separadamente ou em conjunto (formando duas incidências).

Outro tipo que pode ser solicitado pelo médico é a incidência oblíqua. Esse tipo pode ser requisitado “em carga”, que é quando o paciente que está sendo examinado exerce peso sobre o membro afetado. Diante de tantos termos médicos, um paciente leigo pode ficar confuso quanto à preparação para o exame. Por isso, vamos desmistificar algumas questões na sequência.

Quais são os preparos para o exame?

Muitos pacientes se preocupam com a radiação emitida durante o procedimento. De fato, embora seja comprovado cientificamente que a radiação do tipo ionizante pode provocar sintomas que vão desde vermelhidão na pele até o desenvolvimento de câncer, isso só acontece diante de doses altas e frequentes.

No caso do raio-x, a dosagem é baixa e os profissionais da saúde tomam todos os cuidados para proteger as áreas não afetadas pelo exame, utilizando, por exemplo, bolsas com chumbo. Portanto, normalmente costuma ser um exame simples, não invasivo e indolor para o paciente. É necessário somente levar exames anteriores para avaliação médica. Uma das alterações avaliadas é a condição chamada polidactilia.

A polidactilia e a saúde dos pés

A palavra vem do grego polys, a qual significa “muitos”, e daktilus, que é “dedos”. Se trata de uma condição médica em que a pessoa afetada tem mais de cinco dedos em cada pé. Além disso, pode variar entre a presença de um ou mais dedos completamente formados até uma simples protusão carnosa.

Como consequência, esse caso clínico pode afetar a distribuição de peso sobre a estrutura dos pés, atingindo a locomoção e a função de sustentação dos pés ou causando desconfortos para o paciente. Por isso, o entendimento médico classifica a polidactilia por tipos.

Principais tipos de polidactilia

De maneira sucinta, é possível dividir os tipos dessa patologia em três: a pós-axial, que atinge o lado peroneal do pé (que é onde fica o osso da perna chamado perôneo-lateral); a pré-axial, que acomete o lado tibial do pé (lado do osso chamado tíbia-medial) e a central, que se localiza entre os dedos indicador, anular e médio. Essa última é o tipo mais raro. Apesar de ser uma mutação genética incomum, existe tratamento.

Tratamento para polidactilia

O tratamento varia de acordo com cada caso clínico, mas em todos o objetivo é a remoção do dedo extranumerário. A remoção por via cirúrgica acontece geralmente sem maiores complicações e não é necessária em todos os casos.

Para alguns pacientes que não têm a formação de osso no dedo extra, por exemplo, basta amarrar um cordão apertado em torno da base no dedo por alguns dias para fazê-lo cair. Em outros casos, esse tipo de dedo rudimentar pode ser removido no momento do nascimento.

Porém, dedos maiores e com um grau mais elevado de formação (contendo osso e articulações, por exemplo) requerem o cuidado de um cirurgião especialista em pés e um procedimento mais delicado, o qual pode ser realizado a partir dos três anos de idade.

Finalmente, em todos os casos clínicos em que seja realizado o exame de raio-x do pé, é imprescindível contar com uma equipe especializada e de qualidade. Por isso, se precisar, entre em contato com a Infinita Diagnóstico por Imagem. Nossa equipe médica será capaz de fazer uma interpretação diagnóstica precisa e segura para o paciente, além de garantir conforto e utilizar tecnologia de ponta.

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