AFINAL, O QUE É A TÃO FALADA LORDOSE?

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Você já deve ter ouvido falar, mas será que você realmente sabe o que é lordose e como tratá-la? A lordose é um problema de saúde que causa dores constantes, incômodo para realizar atividades cotidianas e, consequentemente, alterações de humor, como irritabilidade e depressão.

A patologia está associada a uma série de fatores e, quando instalada, pode demandar o consumo de medicamentos, realização de fisioterapia e até mesmo de cirurgia. Por isso, é importante identificar precocemente a doença, realizando exames clínicos e laboratoriais com profissionais confiáveis para confirmar o problema e aderir ao tratamento proposto para evitar complicações ao longo do tempo.

Você sente dores nas costas com frequência e quer saber mais sobre o que é a lordose e as principais características dessa doença? Então, continue a leitura deste post e descubra mais sobre o problema! Confira!

Afinal, o que é a tão falada lordose?

Trata-se de uma curvatura da parte interna da coluna vertebral em que o indivíduo aparenta estar mais “tombado” para frente. Essa situação é decorrente de uma curvatura maior do que a considerada normal.

Isso significa que a lordose, enquanto doença, ocorre quando a coluna torna-se menos flexível no indivíduo e ele apresenta dificuldades para realizar movimentos de agachamento ou inclinar-se para frente.

Portanto, a lordose é uma situação anormal do organismo, mas somente quando ultrapassa os ângulos de 40 a 60 graus na região lombar ou 20 e 45 graus na região cervical. Isso porque existe uma curvatura inferior a esses parâmetros, que é considerada normal.

Quais são os tipos de lordose?

Quando a curvatura se intensifica, é possível identificar dois tipos de lordose lombar: hiperlordose e hipolordose. A primeira acontece quando o indivíduo desenvolve uma postura para dentro do corpo, destacando muito os glúteos. Alguns pesquisadores a chamam de “síndrome do bumbum arrebitado”.

Na hipolordose lombar, o paciente apresenta um encurtamento dos músculos do reto abdominal, que afeta outras massas musculares, resultando em um movimento de retroversão pélvica. Nesses casos, a aparência do indivíduo se assemelha ao oposto do evidenciado na hiperlordose, com os glúteos menos proeminentes.

Outro tipo de lordose é aquela que acomete a região cervical, com a aparência do pescoço projetado para frente, o que causa muito desconforto e pouca mobilidade para realizar as tarefas cotidianas.

Quais são as principais causas da lordose?

As causas da lordose podem estar ligadas a fatores genéticos e comportamentais. No primeiro caso, percebe-se mais frequência desse problema em indivíduos com doenças ósseas desde o nascimento ou que desenvolveram essa condição ao longo da vida.

Os fatores comportamentais que podem propiciar o aparecimento da lordose são a má postura, a obesidade, o desgaste das vértebras, os músculos flácidos, a gravidez, o sedentarismo ou algumas práticas esportivas desgastantes, como o balé.

Em todas essas situações, a coluna vertebral será “readaptada” ao longo dos anos, em decorrência da fraqueza muscular e da osteopenia, alterações estruturais decorrentes das mudanças de peso (obesidade e gravidez), deixando o indivíduo mais curvado do que o normal.

Como é feito o diagnóstico da lordose?

As queixas de dor espontânea na região lombar, ou após a realização de exercícios físicos intensos, são os relatos mais comuns dos pacientes, e, nesses casos, o dano na coluna já é bastante significativo.

Além de considerar os sintomas relatados pelos pacientes, o ortopedista fará um exame clínico minucioso, observando o indivíduo em todos os ângulos para identificar o desvio patológico da coluna vertebral.

Todavia, será necessária a solicitação de exames radiológicos para avaliar o tipo de curvatura, bem como para visualizar possíveis fraturas, luxações ou outras anormalidades que sejam condizentes aos sintomas apresentados.

Quais são as principais estratégias terapêuticas?

O tratamento será analisado mediante o resultado dos exames clínicos e radiológicos e estabelecido em comum acordo com o paciente. Normalmente, opta-se por um tratamento conservador, pois a cirurgia na coluna vertebral é algo clinicamente complexo.

Dentre as opções do tratamento conservador, está o uso de analgésicos, anti-inflamatórios e relaxantes musculares por um período determinado pelo médico. A adesão ao tratamento medicamentoso é essencial para diminuir o desconforto.

No entanto, se o paciente ultrapassar o período de tratamento recomendado pelo médico, existe o risco de tolerância, situação na qual o organismo se acostuma com o medicamento e não produz um efeito clínico significativo.

Outras estratégias igualmente eficazes incluem os exercícios de fisioterapia, tais como RPG (reeducação postural global), técnicas específicas de alongamento, estimulação elétrica direcionada, dentre outros.

Como é feito o acompanhamento clínico da lordose?

Dependendo da curvatura patológica evidenciada e das limitações físicas do paciente, é importante monitorar continuamente a evolução do problema. Nesse caso, é fundamental manter consultas médicas e exames radiológicos com frequência.

Todavia, devido ao número significativo de clínicas radiológicas, é importante selecionar aquelas com melhor reputação, com equipamentos mais modernos e que estejam sempre com bons níveis de satisfação perante a avaliação do paciente.

Isso porque o exame de imagem específico e rápido pode identificar nuances no paciente sob o olhar atento de um corpo clínico especializado que são importantes para instituir as intervenções mais adequadas ao caso. Além disso, podem ser solicitados exames complementares, como o de densiometria óssea ou uma tomografia para confirmar o problema.

Outro ponto importante é ter confiança nos profissionais clínicos que acompanham o paciente, para facilitar a adesão e a relação terapêutica e, assim, garantir menos dor e mais qualidade de vida ao indivíduo.

O que fazer para evitar o desenvolvimento da lordose?

Dependendo dos hábitos, é possível evitar o aparecimento da lordose patológica ou reduzir as complicações desse problema. Nesse contexto, a boa alimentação e a prática de atividades físicas são excelentes aliadas nesse propósito.

O consumo moderado e adequado de verduras e hortaliças — além da boa hidratação constante — previne a obesidade e o acúmulo de gordura abdominal, condições que sobrecarregam a coluna vertebral.

Além disso, a prática frequente de atividades físicas, como caminhadas ou os exercícios aeróbicos supervisionados por um profissional, fortalece a musculatura e combate o sedentarismo.

Quais são os principais mitos e verdades sobre a coluna vertebral?

Como vimos, a lordose está associada a uma série de fatores, desde genéticos até comportamentais. A patologia, que consiste na curvatura da parte interna da coluna vertebral, não pode ser confundida com outras patologias associadas à coluna.

É muito comum nos depararmos com diversos mitos envolvendo a coluna vertebral, pensando nisso, elencamos alguns mitos e verdades sobre o assunto, destacando que sempre que você tiver qualquer dificuldade ou dor, é imprescindível buscar o suporte de um profissional da área de saúde.

Excesso de peso pode causar danos à coluna: verdade!

A obesidade representa um risco alto para o surgimento de problemas na coluna uma vez que o excesso de peso altera a posição de equilíbrio corporal, provando ainda desgastes nas articulações. Por isso é muito importante manter o peso corporal dentro dos padrões recomendados pelos profissionais de saúde.

A prática de exercícios físicos mantém você livre de problemas da coluna: mito!

Os exercícios físicos são sim muito importantes no fortalecimento da musculatura das costas, quadris e abdômen. Por isso representam sim uma proteção para a coluna. Entretanto, você só vai se manter livre de problemas de coluna se for assistido por um bom profissional da área de educação física. Em alguns casos, são justamente os exercícios físicos mal-executados que acabam gerando sérios danos à coluna.

Carregar objetos pesados prejudica a coluna: verdade!

Tenha muito cuidado ao carregar objetos pesados. Primeiro, você deve ter em mente que o seu corpo tem um limite e que este limite deve ser respeitado. Além disso, ao transportar objetos pesados lembre-se de mantê-los bem próximos ao corpo, diminuindo a força exercida sob a sua coluna.

O calçado pode prejudicar a sua coluna: verdade!

Principalmente no caso das mulheres que utilizam sapatos de salto alto no dia a dia. A altura do salto pode causar comprometimentos sérios na estrutura da sua coluna vertebral, já que alteram o centro de gravidade do corpo.

Alterações na região da coluna vertebral representam mudanças em toda coluna, que se adapta no sentido de preservar o equilíbrio do corpo. Quem usa salto alto e sente muitas dores nas costas deve buscar o suporte de um profissional da área de saúde.

O repouso é o mais indicado para curar problemas de saúde: mito!

Só um profissional médico da área de saúde pode indicar qual é o melhor tratamento para cada caso. Alguns pacientes precisam realizar intervenções cirúrgicas para resolver patologias na coluna, enquanto outros podem realizar tratamentos menos invasivos. O tratamento depende de diagnóstico profissional e da análise das particularidades de cada caso.

Como você pode ver, o suporte de um profissional da área de saúde é essencial para indicar o melhor tratamento de acordo com a realidade de cada paciente. A realização de exames de imagem contribui para a precisão no diagnóstico e a garantia de indicação do melhor tratamento.

A lordose, quando patológica, é uma condição clínica que traz dor e incômodo para realizar movimentos rotineiros e pode gerar alterações emocionais negativas nesses pacientes. As causas podem ser genéticas, comportamentais ou ambas, e a condição requer um diagnóstico preciso para a instituição das melhores estratégias terapêuticas.

Se você sente dores frequentes e elas têm causando dificuldade no seu dia a dia, é hora de considerar a busca de suporte médico. O profissional da área de saúde poderá avaliar o seu caso, solicitando os exames necessários e indicando o melhor tratamento.

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