Saiba mais sobre o exame de ecografia do pescoço!

A ecografia, palavra sinônima de ultrassonografia, é um exame de imagem que utiliza ondas sonoras ultrassônicas com uma frequência acima da faixa audível pelo ser humano para gerar uma visualização dos órgãos internos protegidos por ossos.

Pode ser realizada em várias partes do corpo, entre elas, a região do pescoço, direcionada às partes moles, faringe e laringe. Esse método tem a vantagem de não emitir radiação ionizante, diferentemente da radiografia e tomografia computadorizada, ao mesmo tempo em que fornece imagens em tempo real.

Portanto, a ecografia do pescoço tem como objetivo permitir uma avaliação mais completa dessa região, de maneira segura, rápida e indolor para o paciente. Por isso, não deixe de conferir este post para aprender mais sobre esse importante procedimento médico.

1. Como o exame é feito?

Em primeiro lugar, a pessoa deve se deitar na cama em posição adequada para o exame. O auxiliar vai orientar e tirar as dúvidas antes do início das atividades. Então, é aplicada uma camada de gel incolor sobre a região do pescoço. Logo em seguida o médico movimenta e aplica pressão com um transdutor (um tipo de sonda) sobre a pele.

Esse instrumento emite ondas ultrassônicas de alta frequência, as quais geram ecos pelo corpo e retornam para o transdutor. Ele funciona como emissor e receptor, contendo, para isso, um cristal piezoelétrico. Quanto maior a frequência das ondas, maior será a resolução da imagem.

A ferramenta interpreta os ecos recebidos e os transforma em sinais que são enviados na forma de imagem para um monitor. Desse modo, é possível que o profissional de saúde visualize em tempo real o funcionamento dos órgãos e faça a interpretação médica dos resultados. Uma de suas vantagens é poder estudar estruturas muito profundas, que são protegidas por ossos.

Assim, as imagens mais importantes são salvas e arquivadas ao final do procedimento. O médico vai redigir um relatório por escrito para informar as possíveis alterações que observou. Após isso, é validado e disponibilizado por via digital ou impressa, estando disponível para o recebimento do paciente em até três dias úteis.

2. Em quais casos ele é indicado?

Uma das situações mais comuns que levam a esse exame é a observação do crescimento anormal de glândulas no pescoço, como a tireoide. Esse tipo de alteração, se for confirmada, pode resultar em doenças como tireoidite de Hashimoto, hipertireoidismo, doença de Graves, bócio, entre outros.

Também é indicado para pessoas que apresentam histórico de alteração ou doença hormonal, casos de câncer ou mesmo nódulos visíveis. No entanto, mesmo que não sejam observadas deformidades a olho nu ou pelo toque, pode ser indicado mediante sintomas que apontem variações no funcionamento de órgãos internos da região do pescoço.

Alguns desses sintomas são perda ou ganho de peso em excesso, desregulação do ciclo menstrual, funcionamento irregular do intestino, cansaço, dores musculares e na articulação, sonolência, aumento do colesterol e dificuldades de controle emocional. A idade e o sexo do paciente também são fatores importantes para indicação ao exame, sendo avaliados por um médico competente.

É importante frisar que nem todos os nódulos são cancerígenos, podendo ser benignos e não acarretando maiores problemas para o organismo. Assim, há um consenso na comunidade médica que mais da metade da população apresenta ou vai apresentar o desenvolvimento de algum nódulo na tireoide em algum momento da vida. Por isso, nem sempre o exame deve ser feito em todos os casos clínicos de pacientes.

A ecografia do pescoço é, portanto, utilizada para efetuar um diagnóstico (como dirigir a punção aspirativa por agulha fina), para fins terapêuticos (aspiração de cistos e escleroterapia com álcool, por exemplo) e para monitoramento de crescimento de nódulos.

3. Como se preparar?

A maioria das clínicas requere que o paciente agende o exame com antecedência e apresente solicitação médica e guia de convênio com plano de saúde (exceto para procedimento na modalidade particular). A duração costuma ser de 15 minutos, levando em consideração o tempo que a pessoa leva para colocar a vestimenta apropriada (fornecida pela própria clínica) e a limpeza posterior do gel utilizado no pescoço.

Não é necessário estar em jejum, podendo comer e beber normalmente. Pode também permanecer ingerindo medicações de rotina, se for o caso. É, portanto, um exame rápido e sem grandes inconvenientes para o paciente. Presente na maioria dos hospitais e clínicas, permite um maior contato entre o médico e a pessoa, realizado em tempo real e de forma segura.

4. Que resultados são obtidos?

Os resultados da ecografia do pescoço são imagens, acompanhadas da interpretação médica, de possíveis alterações anatômicas da região. Como foi mencionado, ela é requisitada diante da necessidade de estudar uma ou mais estruturas superficiais e internas do pescoço, como a glândula tireoide (para casos de hipo ou hipertireoidismo, e avaliar formação de nódulos).

Adicionalmente, seu resultado, na forma de laudos, pode apontar caminhos para estudar a morfologia dos gânglios linfáticos, da laringe e faringe, cadeias linfonodais regionais, rouquidão persistente sem causa identificada ou risco de câncer de tireoide. Além disso, o exame é capaz de identificar se nódulos são benignos ou malignos, fazer acompanhamento do crescimento destes e dar precisão ao diagnóstico.

5. Existem contraindicações?

Por ser um procedimento não invasivo e que não faz uso de radiação ionizante, é tida como segura para muitos grupos e faixas etárias. Por exemplo, pode ser realizado com segurança em pediatria, em crianças e bebês, assim como em gestantes. O único impedimento para a feitura do exame é no caso de o paciente não ser capaz de ficar na posição adequada para utilizar o transdutor.

Em suma, trata-se de um exame de imagem com várias potencialidades, sendo uma ferramenta versátil para a equipe médica em muitos casos clínicos. Suas vantagens estão em ser uma prática de fácil realização, indolor e rápida, que dura em média 15 minutos e não apresenta efeitos colaterais.

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