Densitometria óssea o que é e como funciona este exame

Densitometria óssea é um exame relacionado à saúde dos ossos e, por isso, é indicado para indivíduos de qualquer faixa etária. Para realizá-lo, é necessário que o médico faça a solicitação do procedimento e o paciente agende-o em uma clínica credenciada.

Após a realização da densitometria óssea, o paciente encaminhará o resultado para o médico solicitante, que fará as intervenções necessárias — que podem estar relacionadas a um tratamento ou ao acompanhamento periódico.

Quer saber mais sobre o exame de densitometria óssea? Então, não perca as informações que daremos a seguir!

O que é o exame de densitometria óssea?

A estrutura óssea do corpo humano e os músculos associados são fundamentais para facilitar os movimentos dos braços e pernas, auxiliar a locomoção e a coordenação motora, dentre outras habilidades gerais.

Todavia, algumas pessoas se queixam de cansaço e fadiga constantes, dores muscularesluxações, além de episódios frequentes de quedas, dificuldade para manter-se na posição ereta, limitação para alcançar objetos armazenados nos armários mais altos etc.

Uma das possíveis causas para os sintomas relatados é a fraqueza óssea, que pode ser proveniente do envelhecimento, da falta de suplementação de minerais — como o cálcio — ou de um déficit de vitamina D.

O exame de densitometria óssea tem a função de medir a densidade mineral do osso, conforme o nível de cálcio compatível com a idade e o sexo do paciente — dois fatores que influenciam significativamente no padrão de referência.

O grau de mineralização do osso é estipulado pela quantidade de cálcio nessas estruturas. Sendo assim, o resultado do exame pode indicar valores que correspondem à osteopenia, osteoporose ou normalidade.

No primeiro caso, sabe-se que é um processo inicial de perda de cálcio, fraqueza óssea e consequente propensão a fraturas e quedas. Já a osteoporose é um processo mais avançado de perda óssea, que pode se agravar nos indivíduos acima de 60 anos, impactando a capacidade de se locomover e aumentando as chances de quedas.

Como ele é realizado?

Durante o procedimento, o paciente será encaminhado ao local em que se encontra o equipamento de densitometria. Em seguida, receberá as orientações do profissional responsável por realizar o exame, principalmente sobre as regiões em que o aparelho será utilizado.

O paciente, então, ficará deitado na maca. Quando o procedimento começar, o equipamento — suspenso sobre o indivíduo — será deslocado para avaliar a coluna lombar e a região do fêmur e do terço distal do rádio.

O exame leva entre 5 e 15 minutos para ser realizado, e a quantidade de radiação emitida é mais baixa que a de uma radiografia normal do tórax, por exemplo. Além disso, é indolor para o paciente.

Não é necessário ter alguma preparação prévia, apenas que a ingestão de suplementos de cálcio seja suspensa durante o dia do exame. O paciente deverá, também, retirar joias, sutiãs com aros de ferro ou qualquer outro acessório de metal.

Quando esse exame é indicado?

Há vários casos em que esse exame pode ser solicitado, como:

  • pessoas com suspeita de osteopenia;
  • pacientes que façam uso crônico de medicamentos que contenham corticoides;
  • mulheres na menopausa;
  • pessoas com disfunções de tireoide;
  • pacientes com osteopenia ou osteoporose, e que estejam realizando acompanhamento médico para avaliar a eficácia das intervenções;
  • indivíduos que apresentem convulsões frequentes, devido à relação existente entre esse problema e o desenvolvimento da osteoporose — fato já comprovado pela medicina.

A densitometria óssea é um dos exames que deve ser realizado periodicamente, principalmente nas mulheres acima de 65 anos e nos homens acima de 70 anos, devido à diminuição hormonal existente após essa idade.

Pessoas com baixa estatura, com fratura pélvica ou hérnia de disco devem realizá-lo para avaliar o comprometimento da estrutura óssea, a fim de buscar intervenções para evitar uma complicação clínica maior.

Quais são as principais contraindicações?

Mulheres grávidas ou com suspeita de gravidez não devem ser submeter ao exame devido à emissão de radiação no processo, que pode provocar alterações no desenvolvimento do feto.

Pessoas que fizeram exames com contrastes a base de iodo ou bário devem aguardar até a completa eliminação dessas substâncias pela urina, o que costuma levar entre uma e duas semanas, conforme a quantidade ingerida.

O exame também é contraindicado para pessoas acima de 160 kg, devido à capacidade limite que o equipamento suporta. Nesse caso, o médico deverá optar por uma análise laboratorial indireta, que meça a quantidade de cálcio no sangue, e por radiografias.

Também há ressalvas nos casos em que o indivíduo tenha sido submetido a cirurgias ortopédicas de grande porte ou que tenha colocado próteses na região a ser avaliada. Nesse caso, a análise será feita somente do membro que não possui essas limitações. Se a prótese for na coluna, é realizada uma análise indireta por meio do fêmur e do antebraço.

Por que é importante fazer esse exame?

Esse procedimento avalia o grau de mineralização do osso, condição essencial para o bom funcionamento da estrutura esquelética que suporta os músculos e facilita as movimentações do corpo.

Quando o médico solicita esse exame, ele desconfia que haja uma perda de minerais no osso. Por isso, é fundamental que o paciente não deixe de realizá-lo para identificar o estágio do problema e iniciar o tratamento adequado.

Isso porque a densitometria óssea é apenas um retrato do momento. Assim, não é possível determinar o tempo do desgaste, o que é um limitador. Por isso, é importante levar os exames realizados anteriormente para comparação.

Além disso, nas pessoas acima de 60 anos, esse procedimento deve ser feito periodicamente, principalmente se o paciente apresentar disfunção da tireoide.

Ao realizar todos os exames solicitados, manter uma alimentação saudável e fazer exercícios físicos conforme supervisão médica, a expectativa e a qualidade de vida serão sempre as melhores.

Como vimos, o exame de densitometria óssea avalia a perda da mineralização, mensurada pela quantidade de cálcio presente nos ossos. Ela é indicada em vários casos, mas principalmente para indivíduos acima dos 60 anos, que tenham fraturas recentes, que apresentem baixa estatura ou convulsões frequentes.

Agora que você já sabe sobre a importância desse exame, aproveite para aprender ainda mais sobre a densitometria óssea!

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