5 informações sobre a angiorressonância que você precisa saber!

angioressonância*

A medicina diagnóstica engloba um conjunto de habilidades médicas dedicadas aos exames que complementam e ajudam no processo de diagnosticar uma doença. Além de se tratar de um ramo muito importante, nas últimas décadas, ele tem sido afetado de maneira positiva pelas inovações tecnológicas crescentes, com avanços cada vez mais promissores. Muitas dessas inovações representam um procedimento mais rápido, preciso e livre de dor para o paciente.

Entre os grandes saltos tecnológicos que a medicina tem vivenciado, merece destaque o campo da angiorressonância magnética, que antigamente era feita apenas pela angiografia. A segunda é considerada um procedimento invasivo, por utilizar cateter diretamente na artéria, necessitando de internação e vários cuidados. No entanto, a angiorressonância magnética evoluiu para uma modalidade não invasiva, rápida e indolor. Por isso, vamos conhecer melhor sobre ela na sequência.

1. O que é o exame?

Estamos falando de um exame de imagem a qual serve de ferramenta para que o médico avalie os principais vasos sanguíneos do corpo humano. O objetivo é procurar por alterações anatômicas, como malformações e doenças, a fim de emitir um diagnóstico mais preciso e seguro. Pode ser feito com contraste ou sem. A modalidade que utiliza envolve o uso da substância gadolínio, que veremos mais adiante.

Ainda, a angiorressonância funciona assim: ao acionar a máquina, ela gera um campo magnético e pulsos de radiofrequência que interagem com as moléculas de hidrogênio do corpo para gerar uma imagem em alta definição. Diferentemente do raio-x, por exemplo, esse procedimento não emite radiação do tipo ionizante. Sem prejuízo da qualidade do resultado, a máquina pode ter abertura apenas nas extremidades, como podem ser totalmente abertas, pensando nas pessoas com fobia de espaços fechados.

2. Para que serve?

Atualmente, esse exame é muito utilizado no diagnóstico de doenças como:

  • anomalias anatômicas (que seriam alterações relativas aos órgãos, por exemplo);
  • aneurismas (ou dilatação anormal de vaso sanguíneo);
  • estenoses (estreitamento anormal de vaso sanguíneo);
  • oclusões (obstrução arterial que acontece de forma repentina); e
  • complicações vasculares no período pós-cirúrgico, sobretudo após transplantes de órgãos.

A vantagem da angiorressonância é a geração de imagens detalhadas dos vasos sanguíneos que apresentam maior fluxo de líquido. Com o resultado, o médico vai ser capaz de produzir um diagnóstico ainda mais completo. Outra vantagem é o baixo custo de realização, além da rapidez na entrega dos resultados, que pode ser em até 3 dias úteis.

3. Como é feito?

A depender da área a ser examinada (por exemplo, aorta abdominal, aorta artério renal, estudo vascular cerebral etc.), o paciente pode ser orientado a tomar algumas medidas a fim de se preparar para o exame, como jejum de 2 a 4 horas, dieta leve, levar um acompanhante, entre outros. Caso existam dúvidas, deve ser dialogado com o médico ou hospital.

Aquelas pessoas que apresentam fobia grave devem avisar a equipe médica com antecedência, que vai preparar tudo para garantir a experiência mais tranquila possível. Muitos hospitais e clínicas têm protocolos de pânico, que são procedimentos pensados especialmente para tranquilizar esses pacientes (utilizando, por exemplo, música, temperatura confortável, um acompanhante etc.).

Em geral, a duração do exame é de 15 minutos, podendo se estender se o caso clínico do paciente necessitar de mais imagens e maior detalhamento. Além disso, é importante permanecer parado durante a realização do procedimento para que as imagens captadas fiquem nítidas. Caso o paciente demonstre inquietação por fobia ou movimentação exacerbada, pode ser necessário repetir o exame.

Por isso, deve chegar com antecedência para o preparo na enfermaria. Ao início do procedimento, um técnico da área de saúde vai oferecer orientações como: não é permitido o uso de certos objetos metálicos, maquiagem, cremes faciais etc. O paciente permanece deitado e, uma vez iniciado o exame, pode se comunicar com a central de operação por microfones, alto falantes ou uma campainha em caso de necessidade.

4. Existe alguma contraindicação?

Pessoas com algumas condições médicas não podem realizar esse exame. Por exemplo, grávidas de até doze semanas ou suspeita de gravidez estão impedidas, devendo conversar com um médico radiologista, bem como aqueles que utilizam dispositivos metálicos como marcapasso cardíaco, holter, clipe de aneurisma, implante auditivo ou coclear, alguns tipos de próteses, projéteis de armas de fogo ou fragmentos metálicos, histórico de insuficiência renal, entre outros.

Porém, pacientes com clipes adquiridos em cirurgia de vesícula biliar, próteses valvares cardíacas (metálicas), implantes ortopédicos como próteses, parafusos, pinos e hastes (exceto os fixadores externos), dispositivo intra-uterino (DIU) ou stents intravasculares (stent coronariano) estão liberados, podendo fazer o exame com segurança e sem restrições.

5. Grávidas podem realizar o exame?

Trata-se de um exame que pode ser realizado de duas formas, a depender do caso: com ou sem contraste. No primeiro caso, é muito importante destacar a substância gadolínio, que é um tipo de contraste paramagnético usado em algumas das ocorrências. Ela deve ser evitada por gestantes com até três meses de gravidez. Adicionalmente, como medida extra de precaução, alguns médicos optam por indicar a angiorressonância magnética apenas a partir do segundo trimestre.

Casos específicos que ocorram no primeiro trimestre de gravidez, como lesão no cérebro ou medula espinhal da mãe, câncer ou anomalia fetal, serão avaliados pela equipe de saúde da paciente. De maneira geral, como em todo exame, o médico vai ponderar os potenciais riscos e benefícios de realização do procedimento, assim como sua importância para a segurança da saúde da mãe e do bebê.

Finalmente, é um entendimento pacífico na comunidade médica que a angiorressonância, ao contrário da angiografia, é mais cômoda para o paciente. Por dispensar o procedimento de cateterismo e até internamento, se torna indolor e proporciona mais conforto e segurança. Além disso, é de fácil execução e permite que a equipe médica utilize os resultados para uma avaliação anatômica mais abrangente e multidisciplinar.

Esse método vem sendo cada vez mais utilizado por profissionais da saúde por conduzir um diagnóstico preciso, mais rápido e de menor custo. Para ter uma equipe capacitada e para saber mais sobre esse tipo de exame de imagem, entre em contato com a Infinita Diagnóstico por Imagem. Estamos no Facebook e LinkedIn.

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