Ressonância magnética: entenda melhor o exame

A medicina não para de evoluir com tecnologias que permitem diagnósticos cada vez mais precisos, obtidos por meio de exames não invasivos. Esse é o caso da ressonância magnética (RM), um moderno exame de imagens que permite visualizar estruturas internas do organismo em alta definição.

Muita gente fica impressionada quando vê o equipamento de RM — um grande tubo, que mais parece de uma cena desses filmes de ficção — e, assim, fica com medo de passar pelo procedimento. Porém, saiba que esse exame é indolor e seguro, porque não emite radiação ionizante, e é muito importante para a detecção de várias patologias.

Neste post vamos explicar como funciona a ressonância magnética, como é realizada e para quais diagnósticos é indicada. Confira!

O que é ressonância magnética?

A ressonância magnética (RM), também chamada de ressonância magnética nuclear (RMN), é um exame de imagem realizado com um equipamento que funciona, na verdade, como um grande imã.

Esse campo magnético de alta intensidade provoca o alinhamento dos átomos de hidrogênio, abundantes em nosso organismo, da região a ser examinada. Esses átomos são atravessados por ondas de rádio e se agitam, enviando a imagem ao computador.

Portanto, é um exame que utiliza ondas magnéticas e ondas de rádio para a obtenção de imagens de estruturas de tecidos do corpo humano que tenham água em sua composição, como órgãos, cartilagens, músculos e até a medula óssea.

A RM cria imagens em 3 planos: horizontal, vertical e também em camadas, o que permite um diagnóstico mais preciso. Outra vantagem desse exame é sua segurança — não emite radiação ionizante como ocorre com a tomografia computadorizada.

Como é feito esse exame?

O exame dura de 15 a 45 minutos. O paciente deve ficar somente com as roupas íntimas (desde que não contenham nenhum detalhe em metal) e utilizar a vestimenta própria da clínica.

Para evitar qualquer tipo de acidente, é necessário retirar joias, relógio, piercings, óculos, lentes de contato, próteses dentárias, grampos de cabelo ou qualquer outro acessório que contenham partes metálicas. 

Depois, o paciente deve se deitar em uma maca e sobre a área do corpo onde serão obtidas as imagens é colocado um aparelho denominado bobina — vai potencializar a ação do campo magnético e assim melhorar a definição das imagens.

Essa maca desliza para dentro da máquina de ressonância magnética e, até que o exame seja finalizado, é preciso ficar imóvel, visto que qualquer movimento compromete a geração das imagens.

Durante o exame, o paciente ouvirá um ruído forte e sentirá uma vibração, por isso são disponibilizados protetores auriculares. Além disso, ele consegue avisar os operadores caso haja algum problema.

A RM é indolor e o único desconforto que pode gerar é uma sensação de calor nas áreas examinadas.

Casos especiais

Para muita gente, causa pânico pensar em ficar dentro da máquina de ressonância magnética e esse nervosismo acaba atrapalhando o procedimento.

Dessa forma, para pacientes claustrofóbicos, crianças e pessoas com problemas psiquiátricos, a equipe médica pode aplicar uma sedação leve para induzir o sono ou, em situações mais severas, anestesia.

Para pessoas com dores de coluna severas, que não conseguem ficar muito tempo deitadas, pode ser prescrito um relaxante muscular.

Uso de contraste

Em alguns casos, para que se obtenha melhor definição das imagens das estruturas internas do corpo, o médico pode solicitar a aplicação de contraste na veia.

Entretanto, mesmo quando há essa indicação, não há com o que se preocupar, visto que a substância utilizada é à base de gadolínio, que apresenta índice alergênico baixíssimo. 

Para quais diagnósticos a RM é indicada?

A ressonância magnética é um exame que permite o diagnóstico de lesões e patologias do organismo porque consegue visualizar tecidos e órgãos em detalhes.

É possível diagnosticar doenças neurológicas, ortopédicas, vasculares, cardíacas, no abdômen, pelve, inclusive vários tipos de câncer

Veja abaixo algumas doenças detectadas pela RM:

  • AVC, Alzheimer, tumor cerebral, esclerose múltipla, inflamações e infecções cerebrais;
  • tumores em diferentes órgãos;
  • inflamações e infecções em nervos e articulações;
  • alterações nos vasos sanguíneos;
  • problemas urológicos (bexiga, rins e próstata);
  • problemas ginecológicos (útero e ovários);
  • lesões osteomusculares, como hérnia de disco, tendinites e nos ligamentos.

É importante salientar que a ressonância magnética não serve para diagnosticar lesões em estruturas mais rígidas, como ossos — nesse caso, o exame indicado é o raio-X.

Qual é o preparo para o procedimento?

Não é necessário fazer nenhum preparo especial para a realização do exame de ressonância magnética.

A única exigência é um jejum de 2 horas a 4 horas, dependendo da área corporal a ser examinada, ou de 8 horas para pacientes que vão tomar anestesia.

Quem não pode se submeter à RM?

Existem algumas contraindicações para a realização do exame de ressonância magnética:

  • pacientes com marca-passo cardíaco;
  • pacientes com implantes e pinos metálicos. Porém, quando esses materiais são feitos de titânio o exame pode ser feito normalmente;
  • grávidas não devem fazer esse exame e, se houver extrema necessidade, só após a 12ª semana;
  • mulheres com contraceptivos como o DIU precisam se informar com seu médico ginecologista se o exame não pode causar a movimentação do dispositivo;
  • para lactantes, a aplicação de contraste não é indicada;
  • pessoas com insuficiência renal crônica que realizam hemodiálise ou diálise peritoneal e necessitem fazer o procedimento com contraste.

Como a ressonância magnética não emite radiação ionizante, não existe um prazo mínimo entre a realização de dois exames desse tipo.

Quais os cuidados ao realizar esse exame?

A primeira precaução é fazer o exame em clínicas de referência, com médicos altamente especializados, que vão garantir um laudo preciso.

É necessário informar a equipe médica se você sofre de claustrofobia, está gestante ou apresenta algum caso de reação alérgica ao contraste.

O exame é indolor, não é preciso fazer nenhuma preparação específica e não há nenhum efeito colateral. Após o procedimento, o paciente realiza suas atividades normalmente.

Agora você já sabe como a ressonância magnética é importante para detectar uma série de doenças, muitas delas em estágios iniciais, permitindo o início do tratamento e mais qualidade de vida para o paciente.

Se quiser mais algum esclarecimento sobre a ressonância magnética, entre em contato com a nossa equipe de especialistas!

Grupo Infinita

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