Dieta lowcarb: descubra o que é e o que fazer para seguir

A dieta lowcarb é uma proposta alimentar que vem ganhando adeptos continuamente. De um lado, estão as pessoas desaminadas com as dietas já utilizadas; do outro, os nutricionistas que prometem benefícios melhores com essa modalidade.

O que se sabe é que a dieta lowcarb pode ajudar muitas pessoas na perda de peso e no controle da ansiedade. Isso porque a redução de carboidratos está relacionada a tais funções.

Porém, como cada organismo é único, algumas pessoas se beneficiam com essa reeducação alimentar, mas outras não se adaptam à restrição de carboidratos e optam por opções menos drásticas.

Quer saber se a dieta lowcarb é ideal para você? Então, leia nosso post e aprenda tudo sobre tal modalidade!

Afinal, o que é dieta lowcarb?

A finalidade de uma dieta é direcionar o indivíduo aos propósitos clínicos ou estéticos desejados e, para isso, restringir alguns componentes da alimentação. Um dos exemplos é a dieta hipossódica, que restringe consideravelmente a quantidade de sal (cloreto de sódio).

Já a dieta lowcarb é uma estratégia alimentar que reduz consideravelmente a quantidade de carboidratos ingerida durante o dia. Essa diminuição é de, no máximo, 30%, pois tal macronutriente é fundamental para algumas funções do organismo.

Sendo assim, o carboidrato complexo — presente em pães, biscoitos, massas, arroz e outras preparações — é, em geral, substituído por porções de alimentos ricos em gordura e proteínas.

Com funciona o processo?

O indivíduo que adere a essa dieta ingere ovos no café da manhã, frutas e uma porção de oleaginosas com castanhas, nozes e avelãs. Para um melhor controle intestinal, recomenda-se o uso de fibras, como gergelim e chia (dentre outros).

No almoço, a pessoa ingere legumes cozidos de diversos grupos funcionais. O cardápio também contém carnes grelhadas e sucos antioxidantes à base de couve, maçã, abacaxi e outras variações que garantem saciedade.

No jantar, é comum o indivíduo ingerir pratos em versões modificadas, tais como pizza de couve-flor, lasanha de berinjela, cones de abobrinha e outras receitas sugeridas pelo nutricionista. Os lanches nos intervalos, com alimentos similares e, obviamente, em menores porções, ajudam no controle da saciedade.

Quais são os benefícios observados?

O organismo utiliza a glicose, proveniente basicamente do carboidrato, como fonte de energia para as células. Após a ingestão desse macronutriente, ocorrerá a quebra em glicose, que chegará à corrente sanguínea (glicemia).

O aumento da glicemia promove a liberação de insulina pelo pâncreas. Tal hormônio facilita a entrada de glicose para as células e aperfeiçoa o processo metabólico responsável pela geração de energia.

Na falta de glicose sanguínea, são utilizadas as reservas de energia que estão armazenadas no fígado e no tecido adiposo. O resultado, em longo prazo, é a redução de peso devido ao uso dessas reservas.

Além disso, a dieta lowcarb diminui a retenção de líquidos, o que é fundamental para auxiliar no processo de ingestão do carboidrato. Dessa forma, muitas pessoas relatam a redução do inchaço, fato que é observado logo nos primeiros dias.

Há indicações clínicas?

Os nutricionistas têm recomendado essa dieta especialmente para aqueles pacientes que já utilizaram outras modalidades restritivas e não obtiveram sucesso — alguns, por falta de adesão à prescrição nutricional; outros, pelas condições fisiológicas.

Sendo assim, as principais indicações referem-se à perda gradual de peso, com adaptações frequentes na rotina alimentar. Outros profissionais têm sugerido que a dieta lowcarb ajuda a fazer a contagem de carboidratos nos paciente diabéticos do tipo 2.

Além disso, acredita-se que a substituição de carboidratos por proteínas tende a aumentar o metabolismo. E isso pode ser benéfico para aqueles indivíduos que apresentam prostração após a ingestão de carboidratos.

Quais são os malefícios?

Assim como ocorre com qualquer dieta, existem as desvantagens de se restringir a ingestão do carboidrato. Algumas delas estão relacionadas ao hábito comportamental do paciente, ao passo que outras têm a ver com o funcionamento bioquímico do indivíduo.

A primeira ocorre quando o paciente decide eliminar o carboidrato da dieta e, em pouco tempo, apresenta fadiga, mal estar, alterações de humor etc. Em longo prazo, haverá uma grande quebra de proteínas, dificultando os processos bioquímicos existentes.

Além disso, a restrição crítica de carboidratos complexos, com alto teor de fibras, prejudicará o trânsito intestinal. Aumenta-se, assim, a possibilidade de causar prisão de ventre e a dificuldade para defecar habitualmente.

Ressalta-se que a glicose advinda do carboidrato é fundamental para o funcionamento cerebral, pois se trata do melhor combustível para a região. Nesse sentido, o paciente sentirá muitas tonteiras, falta de concentração, dificuldade para operar máquinas etc.

Quem pode adotá-la?

O indivíduo que optar pela dieta lowcarb deve procurar um nutricionista para fazer uma avaliação de seu perfil fisiológico. O profissional solicitará exames para avaliar as funções renal e hepática, além do nível de vitaminas e, principalmente, de hormônios.

Na consulta inicial, o nutricionista perguntará sobre os objetivos terapêuticos do paciente, suas preferências alimentares e sua rotina. Ele também dará sugestões de adaptações na dieta lowcarb.

Será preparado um cardápio com a quantidade calórica por refeição, sendo que modificações serão feitas ao longo do tratamento, conforme as queixas apresentadas pelos pacientes. Os nutricionistas também sugerem receitas rápidas e fáceis para substituir alimentos processados.

Existem contraindicações?

Sim. Crianças e adolescentes não devem fazer a dieta lowcarb, pois, segundo os nutricionistas, eles ainda estão em fase de crescimento e necessitam de quantidades significativas de carboidratos.

Além disso, devido à fase de amadurecimento do corpo, a proteína não pode ser considerada um substituto equivalente, já que não gera a glicose. Esta última é, por excelência, o combustível necessário aos fenômenos de contração muscular, raciocínio lógico e manutenção das atividades metabólicas.

A dieta lowcarb é uma proposta terapêutica interessante, que visa à redução e à substituição de carboidratos por proteínas e gorduras. Os indivíduos que seguem essa dieta relatam perda de peso e diminuição do inchaço.

Porém, alguns afirmam sentir fadiga, cansaço e falta de concentração em longo prazo. Portanto, para que não haja perda de substâncias nutritivas, a avaliação e o acompanhamento de um nutricionista são cuidados fundamentais.

E você, já aderiu a essa tendência? Tem alguma dúvida? Deixe um comentário e conte para a gente!

Grupo Infinita

Grupo Infinita

No blog da Infinita - Diagnóstico por Imagem você encontra os melhores conteúdos sobre saúde, qualidade de vida, exames, diagnósticos e prevenção de doenças.

Deixe um comentário

Share This