Diagnóstico precoce: saiba mais e tenha atenção com o seu corpo

O diagnóstico precoce de uma doença pode trazer um impacto emocional de imediato. Porém, é mais fácil lidar com essa situação do que quando a enfermidade já está em estágio avançado.

A detecção prévia de uma doença pressupõe um tratamento menos agressivo e uma recuperação mais rápida, o que propicia pensamentos positivos para o paciente e todos ao seu redor.

Sendo assim, é interessante que o indivíduo faça exames periódicos e identifique anormalidades laboratoriais e sintomatológicas em estágio inicial para que o prognóstico seja o melhor possível.

Quer saber mais sobre o diagnóstico precoce? Então leia nosso post e fique mais informado a respeito desse assunto!

O que é diagnóstico precoce?

O diagnóstico precoce é uma identificação feita mediante análise médica e detecção de problemas laboratoriais conforme o perfil clínico do paciente. É feito de acordo com as recomendações das sociedades científicas baseadas no que já foi estudado a respeito de determinada doença.

São exemplos disso a detecção precoce do câncer de mama por meio de exames radiográficos em mulheres acima dos 35 anos e a descoberta de alteração no exame de PSA, que é feito para identificar, entre outros problemas, o câncer de próstata em homens a partir dos 40 anos de idade.

Estudos já comprovaram que pequenas alterações bioquímicas ou imagiológicas podem predizer o aparecimento da doença, tornando-a mais agressiva caso nenhuma intervenção seja feita.

Apesar de muitos acreditarem que é possível prevenir o câncer por meio de exames, é imprescindível desmistificar essa ideia. Os exames rotineiros apenas detectam a doença precocemente, mas não são preventivos. A avaliação laboratorial não tem essa pretensão, uma vez que apenas aponta as alterações que já ocorreram no corpo.

Quais são os benefícios do diagnóstico precoce?

A detecção antecipada de uma doença pode trazer benefícios clínicos e emocionais significativos. Primeiramente, observa-se melhor condição física do paciente na ocasião do descobrimento da doença.

Mulheres diagnosticadas em estágio inicial de câncer de mama, em geral, ainda estão dispostas fisiologicamente apesar do primeiro impacto emocional.

Dessa forma, é possível superar com mais facilidade os efeitos adversos das terapias farmacológicas se comparado a pacientes em estágio avançado do câncer.

Além disso, frequentemente se mantêm as atividades diárias sem muitas limitações e sem afetar a autoestima, ajudando na recuperação do paciente.

Como obter o diagnóstico precoce?

Uma hipótese diagnóstica é um compilado de informações sobre os sintomas do paciente e anormalidades laboratoriais ou de imagem. Porém, para se ter certeza da condição clínica do paciente, é preciso diferenciar de outras enfermidades com características semelhantes.

Isso porque existem doenças com sintomas parecidos que apresentam complicações diferentes. Uma tosse pode ser apenas um resfriado, mas se persistir muito é sinal de tuberculose, por exemplo.

O diagnóstico precoce é uma situação normalmente identificada nos exames de rotina determinados conforme a faixa etária do paciente e os fatores de riscos que ela apresenta.

Sendo assim, mulheres em idade reprodutiva devem fazer exames ginecológicos  periodicamente e de checagem sanguínea dos principais hormônios. Aquelas com histórico familiar de câncer necessitam de exames complementares.

Homens na quarta década de vida devem fazer exames periódicos quando apresentam elevações de enzimas hepáticas, alterações frequentes da pressão arterial ou aumento de gorduras no sangue.

Portanto, os check-ups periódicos são importantes para demonstrar padrões laboratoriais fora da normalidade e para determinar com exatidão a situação clínica do paciente por meio de novos exames.

Como o paciente pode avaliar seu estado de saúde?

A realização de exames laboratoriais e radiológicos pode ser feita somente com pedido médico. Esse profissional determina quais provas funcionais são necessárias de acordo com os sintomas relatados.

No entanto, ao notar situações adversas durante as atividades cotidianas, o paciente deve procurar os profissionais clínicos para investigar detalhadamente algo que o esteja incomodando.

As manifestações clínicas são diversas. Por isso, o indivíduo deve ficar atento às mudanças no organismo, que podem se apresentar como alterações na pele, variações no estado emocional em situações que excluem ocorrências traumáticas, como acidentes de trânsito ou agressões físicas, entre outros sinais.

Dessa forma, é preciso observar sinais externos como manchas na pele ou aumento das já existentes, aparecimento de verrugas, irritação no corpo sem causa aparente ou intensificação de pintas.

Os sintomas internos incluem tosse com secreção por mais de três semanas, emagrecimento rápido, presença de cor escura na urina, vômitos frequentes sem motivo digestivo, entre outras possibilidades.

Como a relação terapêutica pode ajudar nesse contexto?

Em uma consulta periódica, o médico solicita exames para avaliar a função dos órgãos e indicam quais necessitam de repetição constante. Nesse momento, é fundamental estabelecer uma relação terapêutica de confiança.

Nessa relação, o médico é responsável por solicitar os exames condizentes com a condição clínica do paciente, que deve realizá-los conforme as orientações do profissional além, claro, de comparecer às consultas marcadas.

Às vezes, é pertinente apenas monitorar os problemas, não sendo necessário, por ora, fazer nenhuma intervenção invasiva. Por exemplo quando o médico identifica um nódulo pequeno no seio de uma paciente, mas não indica cirurgia.

Dito isso, a relação terapêutica que se estabelece nesse contexto fortalece a confiança do paciente no médico, permitindo, então, monitorar os problemas sem demandar condutas emergenciais ou invasivas demais.

Quais são os impactos do diagnóstico precoce?

Os impactos clínicos e emocionais ao receber um diagnóstico precoce já são observados na prática médica. Os médicos relatam prognóstico favorável, como recuperação rápida ou cura, e melhora da qualidade de vida.

O que muitos desconhecem é o efeito disso a longo prazo. Os resultados mostram redução de custos hospitalares, diminuição da utilização de medicações mais potentes e volta antecipada ao trabalho.

Ademais, em situações clínicas complexas, o sentimento de alívio do paciente é incomparável frente aos doentes em situação mais grave que poderiam ter tido o mesmo desfecho favorável se tivessem descoberto mais cedo.

O diagnóstico precoce é uma estratégia terapêutica embasada em estudos clínicos confiáveis. Esse recurso possibilita identificar antecipadamente um problema no organismo e intervir antes que se desenvolvam outras complicações.

E você, já teve diagnóstico precoce de alguma doença? Quais cuidados clínicos foram recomendados? Deixe seu comentário!

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